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FILMES DE LIVROS

A ÚLTIMA MÚSICA

A última música, cartaz

Os laços emotivos são as principais armas dos autores para dar Consistência aos seus personagens fazendo-os interagir de forma harmoniosa. Isso fica muito evidente quando se assiste ao filme A última música (falarei o tempo todo do filme, já que ainda não li a obra). Não podemos supor como a sutileza das relações faz com que os personagens se encontrem, claro que Nicholas Sparks trabalha com os clichês, mas ele os aproveita bem.

SINOPSE

Rony é uma adolescente que não aceita a separação dos pais, apesar de ter os mesmos talentos musicais que o pai, ela o culpa pela separação e isto a fez rejeitar uma excelente universidade onde ela poderia aperfeiçoar os seus talentos. À pedido do pai, ela e o irmão caçula vão passar as férias com seu ele, mas por que agora? O que a garota não sabe é que este poderá ser o último verão que passarão juntos, pois seu pai está com câncer em estado terminal e, portanto, talvez seja esta também a última chance dela se reconciliar com ele e com a música, para isso ela contará com a ajuda de Will, um jovem local que despertará em Rony sentimentos antes reprimidos.

O filme é tocante pela simplicidade. Por ser um drama leve (não tenho outra expressão para usar), não podemos esperar excelentes atuações principalmente da Miley Cyrus (que faz o papel de Rony), contudo é através das tentativas do pai de reconciliação, de como Will consegue fazer com que ela redescubra a confiança naqueles que estão a volta dela e do irmão caçula que mostra como a implicância dela com o pai podem estragar a felicidade de outras pessoas além dela própria. São esses detalhes que fazem de A última música simplesmente belo.

Mesmo a instabilidade de Rony, que foi o fator que mais me incomodou o filme todo, possui justificativa. A separação dos pais a tornou intolerante as relações e isto é explicitado em dois momentos no filme: primeiro quando o pai dela já bastante debilitado diz-lhe que “o amor é frágil e às vezes a gente se descuida dele… e fica torcendo para que essa coisinha frágil sobreviva a todos os infortúnios”. E esta é a maior lição para que ela possa executar na segunda parte, ao perdoar Will por não ter contado a verdade sobre o incêndio da capela.

Pois os conflitos enfrentados por Rony e Will são vistos por ela como uma prova que o amor não existe e que todos os relacionamentos estão fadados ao fracasso como o dos seus pais, mas ao perceber que o amor é frágil e que precisa do perdão para continuar de pé é que ela consegue superar os medos e dedicar-se a Will.

Assista ao trailer do filme:

Publicado no Brasil pela editora Novo Conceito, o livro tem hot site (clique aqui para acessar), onde você encontrará informações sobre o filme, o autor ( o Nicholas Sparks, sim! Aquele que vive ocupando o Top 10 da revista Veja), além de ler o primeiro capítulo gratuitamente e comprar o livro on-line. Estou curioso para ler o livro e ver se adaptação é fiel.

por Lucien, o Bibliotecário (que está feliz de postar no blog)

 

 

AS HORAS

As horas, cartaz

Quem já ouviu falar em Virginia Woolf sabe que Mrs. Dalloway sua obra-prima. Muito diferente das outras protagonistas anteriores a ela a personagem homônima preocupa-se consigo. Ela não está preocupada em casar ou procura aventuras românticas Mrs. Dalloway é um antagonismo. Como é ser mulher? ou melhor O que é ser mulher? São perguntas simples como estas que norteiam a personagem e a faz ser um misto de mulher/mistério.

Agora imagine conhecer três “mrs. dalloways” em três épocas diferentes da história? Não, não é nenhum romance

As três mrs dalloways

recém descoberto da escritora inglesa. Trata-se do filme As horas estrelado por Nicole Kidman, Julienne Moore e Meryl Streep , conta o drama dessa três mulheres cada uma em sua época que sofrem dos mesmo males: o medo de serem consideradas meros estereótipos. Virginia Woof (Nicole Kidman) é tida pela irmã como uma mulher perfeita, pois passa o dia escrevendo seus livros; Laura Brown (Julienne Moore) vive na década de 60 o auge do “american way of life”, seu marido considera-se feliz, mas ela não compartilha dessa felicidade e Clarissa Vaughn (Meryl Streep) que é uma editora de sucesso e organiza uma festa para Richard (Ed Harris) um escritor que acaba de ganhar um importante prêmio, fora seu amante no passado e hoje está com aids e morrendo.

Vários aspectos são importantes para se compreender o filme sem colocá-lo no rol dos filmes “de arte”. As três mulheres não vive (ou não sentem) suas vidas; são meras existências em seus universos. Destaque para a belíssima e angustiante atuação de Julienne Moore que consegue transmitir os sentimentos da mulher perfeita em todas as suas nuances, Nicole Kidman como a autora Virginia Woolf apenas está com um nariz postiço e Merly Streep também surpreende na atuação.

Para aqueles que nunca assistiram ao filme é fantástico. A criação do romance Mrs. Dalloway é usado como pano de fundo para revelar esses dramas particulares. Vale a pena assistir!

Assista ao trailer:

por Lucien, o Bibliotecário

 

 

O ESCRITOR FANTASMA

Chinatown , O bebê de Rosemary, Lua de Fel, Repulsa ao sexo, Macbeth, o Pianista; quem ouve falar desses Filmes, vai saber sobre quem estou falando.  O Incrível e Polêmico, tchan tchan tchan tchan!! Roman Polanski!!!.  Cineasta, produtor, roterista, Polanski é um dos melhores diretores de cinema contemporâneo do mundo. A pesar de sua vida estar recheada de turbulências envolvendo a Justiça por abusar de uma adolescente, ele não se deixa passar por despercebido.  Sua mais nova produção “O escritor Fantasma”, estreado em maio de 2010, enriquece ainda mais sua longa lista de produções.

O personagem-título, cujo nome nunca se saberá, é interpretado por Ewan McGregor que, como fez em “Os homens que encaravam cabras”, encarna novamente o ingênuo útil. Ele é um escritor medíocre com um único livro no currículo, a biografia de um mágico chamada “Vim, Serrei e Conquistei”.

Sem passado, sem família e praticamente sem amigos, ele é a pessoa certa para retomar a biografia abandonada de um ex-primeiro-ministro inglês, Adam Lang (Pierce Brosnan). A função do escritor não é apenas colher o depoimento e passá-lo para o papel, mas “limpar” a vida do político, mantendo sua boa imagem.

Ah, alguém mencionou que o escritor que trabalhava no mesmo livro foi encontrado morto numa praia? Essa é a primeira imagem do filme e, até a sua conclusão, ameaçará várias vezes se repetir. O protagonista reinicia o trabalho abandonado e, quando termina a leitura do calhamaço, faz uma careta. O livro é chato e ele quer dar mais ritmo ao texto e produzir uma grande obra. Talvez tenha se esquecido de que não foi contratado para pensar, mas para anotar e digitar.

O ex-primeiro-ministro e sua mulher, Ruth (Olivia Williams, de “O sexto sentido”), sua secretária, Amelia (Kim Cattrall, de “Sex and the city”), e uma comitiva de seguranças ficam numa casa à beira-mar num pequeno vilarejo da costa dos Estados Unidos. Enquanto isso, na Inglaterra, o passado político obscuro de Lang vem à tona – especialmente fatos envolvendo referências ao Iraque, tortura e a CIA. O que não parece mera coincidência com o mundo real.

O que também não deve ser uma referência gratuita é um possível paralelo entre o exílio do primeiro-ministro e a condição de Polanski em prisão domiciliar na Suíça, aguardando a decisão sobre sua extradição para os Estados Unidos, onde é acusado de ter violentado uma adolescente cerca de 30 anos atrás.

Para piorar a situação, há poucas semanas, uma atriz de seu filme “Piratas” (1985) acusou-o de um suposto abuso sexual. Grupos de manifestantes ficam na porta da casa de Lang com cartazes dizendo “procurado”. Nada mais metafórico do que isso para a condição de Polanski.

A verdade é que parece irresistível tanto para Polanski quanto para qualquer outra pessoa a possibilidade de reescrever sua vida da forma mais conveniente – como faz o primeiro-ministro. As investigações independentes do escritor, no entanto, levam-no a descobertas que colocam em risco a sua própria vida.

A trilha sonora de Alexandre Desplat evoca os acordes daquelas que Bernard Herrmann criou para os filmes de Hitchcock, criando uma atmosfera de suspense e mistério, colaborando com o filme ao enfatizar aparentes banalidades do trabalho do escritor e da vida do político. Já as interpretações são na medida certa, criando personagens com densidade e sagazmente dirigidos.

Brosnan nunca esteve tão confortável diante de uma câmera. Lang é um personagem execrável, mas ao mesmo tempo sedutor com sua fala tranquila, capaz de convencer até o mais sério dos escritores a vender a sua alma.

O roteiro de “O escritor fantasma” baseia-se num romance de Richard Harris e foi adaptado pelo autor e pelo próprio Polanski. Com este filme, o diretor penetra na essência do ser humano, no que ele é capaz de fazer para alcançar seus objetivos.

Às vezes, bastam coisas simples e nobres, como sobreviver, como mostra em “O Pianista”; ou manter-se honesto mesmo diante uma infância cruel, como “Oliver Twist”. Em outras oportunidades é preciso mergulhar fundo na condição humana, o que nem sempre é um passeio agradável, mas que pode gerar um excelente filme nas mãos da pessoa certa – como nas de Polanski.

(Por Alysson Oliveira, do Cineweb)

O Escritor Fantasma, estar na décima posição entre os melhores filmes de Polanski, tendo na primeira posição Chinatown e segunda o Bebê de Rosemary. Se desejar ver a lista clique aqui.

Veja o trailer do filme:

É isso aí Ouvintes leitores do CabulosoCast, com certeza deve haver muitos escritores fantasmas por aí, sem endereço, sem identidade, sem vida pessoal, porém com o essencial, uma mente pensante que faz a diferença na hora de escrever. É um filme instigante e intrigante; para aqueles leitores que se identificarem e se interessarem, não vão se arrepender. E Lembrem-se, é POLANSKI não um filme Hollywoodiano! Sinta ..!


por Shytara

 

 

A ESTRADA

Amigos ouvintes leitores, estávamos eu e Lucien (meu noivo) no domingo (02/01/2011- dia do aniversário dele) pensando em algo para fazer, até que tivemos a idéia de assistir a um filme; e  o escolhido foi  A Estrada, dirigido por John Hillcoat, um roteirista e diretor australiano. Ele desenvolveu vários trabalhos com Nick Cave e também com a banda Depeche Mode, bem como dirigiu o videoclip Makes Me Wonder do Maroon 5. Baseado no Best-seller de Cormac McCarthy, ele retrata um futuro pós-apocalíptico, no qual o mundo foi totalmente devastado não se sabe pelo que. O filme não se preocupa em mostrar o que levou a essa devastação, importando-se apenas de como o mundo ficou depois disso. Os poucos seres humanos que restaram tentam manter-se vivos a qualquer custo, sendo A Estrada, o limiar entre a vida e a morte.

Os personagens principais são o pai e o filho, sendo o pai conhecido como “o Homem” interpretado por Viggo Mortensen que fez Aragorn (senhor dos anéis) e o filho “O Garoto”, interpretado por Kodi Smit-McPhee, ambos não possuem nada consigo só roupas e sapados esfarrapados; caminham com o único objetivo de chegar ao litoral na esperança de encontrar VIDA. Nessa caminhada pela estrada eles cruzam com o lado mais sombrio da escória humana, encontrando canibalismos e suicídios; o Homem se sente tentado a ceder a seus instintos originários, porém seu filho entra como ponto de equilíbrio e esperança. Além de abordar o pior do lado humano, o filme trás como contraponto que faz com que se tenha esperança na raça humana, a relação pai e filho, e o amor que os une.

A Estrada” representa uma mudança surpreendente na ficção de Cormac McCarthy e talvez seja sua obra-prima. Mais que um relato apocalíptico, é uma comovente história sobre amadurecimento, esperança e sobre as profundas relações entre um pai e seu filho. (Nãodiga.com).

Isabela Boscov, crítica de cinema comenta o filme (Vídeo do Youtube) à  :

Cormac McCarthy, autor do livro, recebeu o premio Pulitzer, pela visibilidade adquirida de sua obra. O site da veja.com trás mais informações sobre o livro. Confira.

Bem, ainda não li o livro, não tenho como chegar a uma análise completa, fiquei realmente tentada a lê-lo, O filme me emocionou profundamente, Lucien que o diga. Por isso se você ouvinte leitor já teve essa experiência com a leitura de A Estrada, seria muito interessante ler seu comentário sobre o que achou dele. E para aqueles, como eu que não tiveram a oportunidade, nunca é tarde, com certeza essa será uma leitura inesquecível… Bom filme!

Assista ao trailer do filme:

por Shytara

 

 

FAHRENHEIT 451

O filme Farenhight 451 foca-se em um futuro onde livros são proibidos. A história é focada em Montag um bombeiro, que nesse período representa aqueles que queimam os livros. Quem porta livros é considerado criminoso, seus livros são queimados e a pessoa é levando para interrogatório e nunca mais é visto.

É estanho ver este filme e saber no ano passado um livro de Monteiro Lobato quase foi retirado das escolas públicas, mas este foi apenas um dos casos. Gostaria que vocês lessem um fragmento do texto da jornalista Eliane Brum “Em nome do bem se faz muito mal” sobre outras duas tentativas de censura na literatura:

Apenas entre agosto e outubro deste ano foram três tentativas de censurar a literatura. Três que se tornaram conhecidas, podem ter ocorrido outras. A mais rumorosa delas foi o parecer do Conselho Nacional de Educação recomendando que o livro “Caçadas de Pedrinho”, de Monteiro Lobato, fosse banido das escolas públicas. Ou apresentasse notas explicativas alertando sobre a presença de “estereótipos raciais”. Os membros do CNE viram racismo na forma como a personagem Tia Nastácia é tratada no livro. Dois meses antes, em agosto, pais de estudantes do ensino médio da rede pública de Jundiaí, no interior de São Paulo, protestaram contra o uso do livro “Cem Melhores Contos Brasileiros do Século”. Segundo eles, o conto “Obscenidades para uma dona de casa”, de Ignácio de Loyola Brandão, usa “linguagem chula” para descrever atos sexuais narrados em cartas recebidas por uma dona de casa. Ainda em agosto, mais uma polêmica. Desta vez por causa do livro “Teresa, Que Esperava as Uvas”, de Monique Revillion, também destinado ao ensino médio. No conto “Os primeiros que chegaram” a autora descreve um sequestro com estupro e assassinato.

Uma pergunta me norteou enquanto assistia ao filme. Por que os livros assustam as pessoas? Por que elas se sentem tão ofendidas e magoadas? No filme, a desculpa é que “os livros deixam as pessoas tristes”. Poderíamos trocar triste por incomodadas, pois em dada passagem do filme Montag, que passa a ter contado com os livros através de uma mulher que ele conhece, recita alguns fragmentos para sua esposa e umas amigas que visitavam o casal. Uma das mulheres começa a chorar e admite ter “esquecido possuir aqueles sentimentos”, será que é isso que as pessoas que desejam censurar as obras literárias pensam? Querem transforma-nos em robô frios e sem sentimentos? Como o capitão de Montag que afirma “só haver felicidade na igualdade”, ou seja, o diferente é ruim? Todos os livros devem ser pérolas imaculadas. Nenhum gesto anárquico, nenhum instinto de rebeldia, nenhum pingo de consciência… sem isso para que ler? Para que livros? O problema não está nas pessoas que se sentem ofendidas, já que isto é um direito que lhes cabe, mas tentar intervir acionando impressa e órgãos do governo? Isso sim é perigoso.

Outro ponto assustador e ao mesmo tempo fantástico é a esposa de Montag. Sem livros o que fazer? Como passar o tempo? A televisão é a resposta neste filme. Ela passa horas na frente da tevê e crê em tudo que ela diz. Quando se encontra com as amigas sua conversa é vazia, oca. Ela apenas repete o que lhe é dito através da caixa mágica. Será que isto já não ocorre hoje? Quando encontramos pessoas que não conseguem ler? Não falamos dos analfabetos, mas daqueles pessoas que concluíram o ensino médio (ou até o superior) e dizem não ter “paciência” para ler um livro por menor que seja.

Montag assim que descobre a leitura não percebe que existe um sistema, pois ele já o percebia antes, contudo lhe faltavam palavras para dar vazão ao que sentia. Só depois que começar a ler é que começa a falar. Antes, como elogiava seu capitão “Montag sempre calado!”. Ler é perigoso mesmo! Faz com que nos tornemos críticos e quem critica é chato, não? É melhor ficarmos todos calados, esperando que nos digam o que fazer. Ou nos mostrem como fazer, sem questionar, sem perguntar. É melhor sermos seres sem viva, apenas simples máquinas a serem programadas.

Mas, algo também me perturbou nesta obra, e que me fez lembrar outro filme/livro 1984. A obra George Orwell traz a mulher como o pivô ou desencadeadora da mudança. Não sei se isto é uma tendência inconsciente da herança judaico-cristã de Adão e Eva ou da mitologia grega através da lenda de Pandora, a mulher vista como aquela que carrega o nascimento (dada a gestação) e a destruição do homem. Curioso, não?

Recomendo que todos assistam ao filme e tirem as suas próprias conclusões.

Veja o trailer:

por Lucien, o Bibliotecário

4 Comentários leave one →
  1. 12/03/2011 2:02 AM

    Muito interessante, estou com algumas duvidas, alguem pode me ajudar?

  2. Rode cristiane Link Permanente
    06/07/2011 3:51 PM

    O filme é muito inferior ao livro , sem sombra de duvida o livro é uns dos melhores q ja li…
    O filme parece um resulmo do livro …

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